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Cuidados com a água subterrânea

07/04/2011

Os períodos de seca ao longo do ano são épocas complicadas para alguns municípios. As condições climáticas e a grande quantidade de água retirada de rios, córregos e barragens dá origem a uma situação desconfortável, que prejudica pessoas, animais e a agricultura, a base econômica da região Noroeste.

Em muitas cidades, o racionamento de água já ocorre em boa parte do ano, como é o caso de Bagé, no sul do Estado. Ao que tudo indica, estes procedimentos deverão ser estendidos para boa parte dos nossos municípios nos próximos anos se o cenário persistir sem intervenções.

Neste panorama complexo, os poços tubulares profundos para captação de água subterrânea, popularmente conhecidos como poços artesianos, são fundamentais para o suprimento da demanda, principalmente em comunidades rurais onde não há rede pública de distribuição.

Os poços representam uma alternativa importante que, em breve, deverá ser muito utilizada para suprimento público pelas companhias de abastecimento, principalmente em virtude da escassez e da poluição dos recursos hídricos superficiais (rios, córregos, etc.), cada dia mais superexplorados e pouco preservados.

Nos centros urbanos, a água extraída dos poços não pode ser utilizada para consumo humano final de acordo com a *legislação estadual vigente, somente em casos de exceção, como a insuficiência do abastecimento público. Em suma, a água dos poços pode ser empregada apenas na irrigação de jardins e gramados, floricultura, agricultura, pecuária, processos industriais e lavagem de veículos.

Aparentemente é um erro gigantesco permitir o uso de água subterrânea para lavagem de veículos e não para o consumo humano, mas isto decorre de interesses econômicos das distribuidoras e da preservação de reservas (aquíferos), assunto para outro texto.

Contudo, é bom salientar que nem toda água retirada de baixo da terra é de boa qualidade e está apta a ser consumida.

É fundamental que, antes de ser empregada para qualquer finalidade, a água captada através de poços (sejam eles rasos ou profundos) tenha suas características químicas e bacteriológicas analisadas em laboratório, prevenindo contaminações e complicações futuras para aqueles que a utilizam.

Portanto, se você consome ou conhece alguém que consuma água subterrânea, é bom ficar atento a essas questões e contatar um profissional especializado. Muitas vezes a água nos parece visualmente límpida e pronta para utilização, mas ela pode esconder grandes problemas.

* Resolução do Conselho de Recursos Hídricos do Rio Grande do Sul nº 60/2009
Disponível para consulta em: http://www.sema.rs.gov.br/upload/Resolução%20CRH%2060-2009.pdf

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